Para sempre Dragon Ball: Uma singela homenagem

Com certeza a grande maioria de vocês sabe que hoje é o lançamento oficial de um dos games mais aguardados desse ano: Dragon Ball FighterZ.

O hype em torno de FighterZ acontece por muitos motivos, mas com certeza uma das coisas que mais chama a atenção é o fato de ele ser um jogo baseado em uma obra de anime muito bem desenvolvido, o que não é tão comum assim em games desse gênero. Em resumo, Dragon Ball FighterZ claramente é um game bem acima da média, mas seu grande charme consiste justamente em carregar o nome Dragon Ball em seu título.

O post de hoje não se foca no jogo, mas aproveitamos o lançamento para tirar da gaveta um texto/homenagem que queríamos fazer a tempos sobre aquela que é uma das obras orientais que estão mais presentes no coração do brasileiro.

Ao contrário do ocorrido em sua terra natal, o primeiro contato que tivemos com Dragon Ball não foi pelo mangá, mas sim pelo anime de mesmo nome. Transmitido pelo canal aberto SBT, na segunda metade dos anos 90, o anime conta as aventuras de um Son Goku ainda criança.

 Ao longo do período “pré Dragon Ball Z”, a obra era mais focada na aventura e na exploração do que necessariamente nos combates e nas artes marciais, apesar desses dois últimos sempre serem pontos importantes da trama. O bom humor e o desenvolvimento de personagens carismáticos nesse período é delicioso.

 Ao longo das aventuras de Bulma e do jovem Goku atrás das Esferas do Dragão, conhecemos muitos amigos e vilões que se tornariam figurinhas certas ao longo de toda a obra. Desse período de Dragon Ball vieram, por exemplo, Piccolo, Yamcha, Tien, Chaos, o mestre Kame, entre vários outros.

Aliás, o icônico Kamehameha tem sua origem nesse período da história também.

O desenrolar de Dragon Ball traz à tona, de maneira gradativa, uma carga dramática cada vez maior, sempre no tom e ritmo adequados. Alguns dos mistérios aqui apresentados seriam inclusive desdobrados somente em Dragon Ball Z.

Enquanto em Dragon Ball acompanhamos Goku se tornando um adolescente, culminando seus atos heroicos no combate contra o temível Picollo (que sim, era um vilão até então), Dragon Ball Z tem seu início com Goku já adulto, casado e pai de um dos Guerreiros Z mais queridos pelo público, Son Gohan.

Transmitido no Brasil pela primeira vez pelo canal por assinatura Cartoon Network e pelo canal aberto BAND em 1999, Dragon Ball Z foi a maior explosão dos animes até então desde Cavaleiros do Zodíaco.

Assim como ocorreu na obra original de Akira Toryama, mangaká criador de Dragon Ball, o período que compõe Dragon Ball Z teve uma mudança temática notável. A inocência, exploração e o  bom humor deram espaço para combates épicos e relativamente violentos. Dragon Ball abraçava verdadeira e completamente o estilo Shõnem, ao passo que criava tendências para futuras obras de mesmo estilo.

Por certo os arcos mais importantes de Dragon Ball Z foram o dos Sayajins e de Frieza.

No primeiro temos a revelação de o porquê Goku possuía um rabo de macaco e era tão mais forte do que todo mundo, bem como tivemos a introdução do primeiro grande personagem desse período: Vegeta.

No segundo, conhecemos mais sobre o backstory de Picollo e sua raça, enquanto o anime se focava na preparação do embate entre Goku e aquele que se tornaria o grande vilão da franquia: Frieza. Nessa saga, aliás, foi revelado ainda a primeira e mais icônica transformação de liberação de poder de toda a história dos animes, o Super Sayajin.

Dragon Ball Z ainda conta com mais dois arcos, Cell e Majin Boo. Mas, apesar de seus momentos épicos, as primeiras sagas foram as mais emblemáticas.

Canonicamente falando, os fimes e OVAs de Dragon Ball Z e GT, bem como os arcos de história da série animada Dragon Ball GT, não devem ser considerados. São conteúdos com pouca ou nenhuma influência de Akira Toryama e a falta do criador fica extremamente perceptível.

Após um relativamente longo hiato de novos conteúdos, os fãs voltaram a ficar empolgados em 2013 com o lançamento de “Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses”, um filme para cinema, idealizado por Akira Toryama, e que continuaria a história finalizada em Dragon Ball Z. Apesar da empolgação inicial, o filme não foi tão bem aceito pelos fãs mais ardorosos de Dragon Ball Z. O principal motivo disso foi a opção de Akira por voltar a ter um foco mais voltado ao bom humor “pastelão”, remetendo-nos ao Dragon Ball original.

A força que o projeto de “A Batalha dos Deuses” teve para com público deixou claro que o mundo queria mais Dragon Ball. Que a paixão pela obra ainda estava plena. É claro que viria mais por ai.

E assim, em 2015 tivemos o lançamento de “Dragon Ball Z: O Renascimento de Frieza”, que foi bem mais aceito pelos fãs, que com certeza já aguardavam ansiosamente pelo início da anunciada nova temporada de Dragon Ball.

No mesmo ano de 2015 estreou Dragon Ball Super, que assim como os dois últimos filmes, tinha a assinatura de Akira Toryama, tornando tal temporada indubitavelmente canônica, além de unir o melhor que a série apresentou até agora – tanto na série clássica quanto em ‘Z’ – além de acrescentar um frescor que atrai ainda mais fãs.  

Há tanto o que tratar quando o assunto é Dragon Ball que infelizmente esse pequeno overview jamais conseguirá fazer jus. É uma obra que atravessou gerações e ainda se mantém como um dos principais pilares da cultura geek/otaku/cosplayer brasileira. 

Espero que esse texto tenha trazido boas recordações para quem acompanhou a série desde seu início, e também possa ter instigado a alguém que ainda não conhece toda a obra a conhecê-la. Acredite, vale muito a pena.

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